A Severa

A Severa

 

O Teatro Ibérico tem o prazer de apresentar a opereta de Filipe Duarte,  A Severa,  a estrear no dia 25 de Setembro às 21h30, com récitas nos dias 26 de Setembro, 2 e 3 de Outubro sempre às 21h30, e dias 27 de Setembro e 4 de Outubro às 17h00.

A Severa é uma pobre cantora de fado que se prostitui nas horas vagas e à qual Júlio Dantas deu uma ascendência cigana. O Conde de Vimioso, que por razões rocambolescas se chama na história Conde de Marialva, apaixona-se por ela, ou talvez não… Através da sua ligação com o Conde, largamente criticada de forma corrosiva pelos frequentadores populares da Taberna do Mangerona (onde Severa canta), espera ela, sem dúvida, sair da condição à qual se sente condenada. Mas o que interessa ao Conde não é que ela saia, é que ela fique, para que ele se possa abandalhar na taberna cantando o seu fadinho. Muitos são aqueles que a amam e lhe propõem mudar de vida: o Timpanas, o Diogo, o Romão, mas todos da mesma condição. Somente o Custódio, loucamente apaixonado por ela (talvez porque louco) recebe a sua amizade fraternal, o que muito desagrada ao Conde. Há ainda uma Marquesa, também ela loucamente apaixonada pelo Conde, o qual a troca por uma cantora de fado, imagine-se lá! Enquanto isto, D. José, de bela linhagem, vê o seu amor rejeitado pela Marquesa que prefere o cavaleiro-cantador de fados e frequentador das tabernas mal-afamadas da Mouraria.

Amores desencontrados que levam A Severa, à beira da morte, a cantar : “Fui malfada no mundo / Desde que a saia vesti / Eu quero morrer cantando / Já que chorando nasci.”

A música d’A Severa é de Filipe Duarte (1855-1928), com libreto de Júlio Dantas (1876-1962) e de André Brun (1881-1926), realizado a partir da peça de teatro homónima de Júlio Dantas. A peça foi estreada no Teatro Avenida, em 1909 e teve um êxito absolutamente extraordinário. Foi depois transformada em opereta por Filipe Duarte em 1923 e, mais uma vez, cantada com tal êxito que Leitão de Barros pegou no mesmo assunto para fazer o primeiro filme sonoro português, de resto com o mesmo nome, e tendo André Brun como assistente, depois de ter colaborado com Júlio Dantas na adaptação da sua peça em libreto para opereta. Filipe Duarte foi um homem que teve um sucesso notável durante a sua vida, tendo-nos deixado numerosas operetas de cariz temático popular, assim como algumas outras composições mais sofisticadas. Após a sua morte, que coincidiu praticamente com o desaparecimento da opereta dos palcos portugueses, nunca mais se ouviu falar dele, pelo que este projecto é também e sem dúvida, uma recuperação patrimonial, que se impõe tanto mais quanto agora o Fado é Património Imaterial da Humanidade.

Como é evidente, a opereta A Severa segue de perto o romance/peça de teatro de Júlio Dantas. A Severa é aquela figura mítica, apaixonado pelo Conde de Vimioso, que vai inventar o fado na Mouraria. Pela nossa parte, vamos modernizar ligeiramente o contexto, pois não faz sentido hoje estar a situar a peça na altura em que decorre, a saber pelos anos 1840. Mas a acção terá lugar, para todos os efeitos, numa casa de fados da Mouraria, lugar primeiro do fado na cidade de Lisboa.

Encenação: Laureano Carreira

Direcção Musical e Piano: Armando Vidal

Direcção Vocal: Sofia de Castro

Cenografia e Figurinos: Rita Prata

Assistência de Encenação: Rita Costa

Luzes: Fernando Vieira

Com:

Sara Afonso – Soprano

Sofia de Castro – Soprano

Pedro Cachado – Tenor

André Henriques – Baixo

André Lourenço – Barítono

António Geraldo – Tenor

Com a participação dos alunos da Primeiro Acto, Escola de Musicais e Artes de Palco

Preços:

Geral: 12.50€

Grupos de 5 ou mais pessoas: 10€

Estudantes/Crianças/Profissionais do Espectáculo/Maiores de 65/Reformados/Desempregados: 7.50€

Reservas:

Teatro Ibérico

www.teatroiberico.org

bilheteira@teatroiberico.org

www.facebook.com/teatroiberico

Tlf: 218 682 531

Tlm: 927 510 092