Bastien e Bastienne

Bastien e Bastienne

O Teatro Ibérico tem o prazer de informar que a ópera Juvenil, em português, Bastien e Bastienne, de Mozart, vai ser reposta no dia 22 de Março, às 21H30 em Mafra, no Auditório Beatriz Costa, e no dia 28, às 21H30 na Ericeira, no Auditório da Casa de Cultura Jaime Lobo e Silva. Para este espetáculo contamos com as vozes de Leonor Robert, António Geraldo e Calebe Barros, com direção musical e piano do Maestro Armando Vidal e encenação de Laureano Carreira.

SINOPSE

Trata-se da história de dois jovens apaixonados. Bastien, que foi seduzido por uma fidalga, afastou-se progressivamente da namorada Bastienne, que se vai lamentar da sua situação de abandonado ao mago Colas. O qual, por sua vez, procura utilizar a sua influência mágica com outros fins, o que não consegue obter, pois a jovem mantém-se fiel ao seu infiel namorado. Vendo que nada alcança, o mago lá se decide enfim a usar dos seus poderes em benefício da simpática e não menos atrativa jovem. Porém a tarefa não se apresenta fácil, pois Bastien está deveras embeiçado pela fidalga. Será que a força do mago será suficiente para reconciliar os dois jovens?

da Serva Padrona a Bastien und Bastienne

Giovanni Battista Pergolesi (1710-1736) viveu somente 26 anos. Nasceu e morreu quando o barroco ainda imperava, em Itália como por Portugal. Apesar da sua breve vida, Pergolesi ainda teve tempo de assinar duas das mais significativas obras deste período, a presente Serva Padrona, considerada como um entremez cómico, e o notável Stabat Mater, uma das mais belas composições da música barroca.

La Serva Padrona conta-nos a história de uma criada astuta e activa que decide convencer o seu padrão, e tutor, a casar com ela. Mas dizer isto é esquecer uma personagem muda e fundamental de toda a trama, o criado Vespone, espécie de bufão umas vezes cúmplice da jovem criada com pretensões a senhora, outras simples espectador exprimindo à sua maneira o aspecto derisório da situação. Acrescente-se ainda que esta pequena ópera de Pergolesi vai suscitar, a meados do século XVIII, em Paris, a conhecida “querela dos bufões”, provocada pelos defensores da tradição lírica francesa e os partidários dos bufos italianos, à frente dos quais vamos encontrar os enciclopedistas e Jean Jacques Rousseau, que também se interessava por assuntos operáticos.

Com efeito, por estas alturas escreve Rousseau um pequeno opúsculo, num estilo pastoral italiano, intitulado Le Devin du village (O Mago da aldeia). Transformado em ópera pelo seu autor, este opúsculo passará a ser a primeira ópera-cómica francesa, representada em Outubro de 1752, em Fontainebleau, perante o rei. O jovem Mozart pega no mesmo opúsculo (ignora-se quem o terá adaptado) e transforma-o em Bastian und Bastienne, que será cantado pela primeira vez em Viena de Áustria em 1768, e constitui portanto uma das primeiras composições do genial Wolfgang Mozart (1756-1791), pois a escreveu quando tinha apenas 12 anos. Eis como se estabelece, tão surpreendentemente, uma ligação tão curiosa entre Pergolesi e Mozart. Tal como Le Devin du Village, Bastian und Bastienne conta-nos simplesmente a história da jovem pastora Bastienne (Colette no texto de Rousseau), que deseja recuperar os amores do seu jovem pastor Bastien (Colin no texto de Rousseau), não hesitando em recorrer aos poderes divinos de mago Colás (Devin no texto de Rousseau).

Leonor Robert – Iniciou os estudos musicais aos 3 anos na Academia de Música de Santa Cecília. Prosseguiu os estudos no Instituto Gregoriano de Lisboa (IGL) entre 2006 e 2012, em regime de ensino articulado, tendo completado nesta escola o 3º ano de prática vocal e o 5º grau de violino. Em 2012 ingressa no regime integrado do Curso de Canto da Escola de Música do Conservatório Nacional (EMCN). Frequenta atualmente o 2º ano do Curso de Canto, integrando no primeiro ano o Quadro Bomtempo, destinado aos alunos com avaliação igual ou superior a 18 em instrumento. Integrou, de 2005 a 2013, o Coro Infantil da Universidade de Lisboa (CIUL), do qual foi diversas vezes solista e do qual foi elemento fundador. Desde Outubro de 2012 integra o coro de câmara Musaico. Em Julho de 2012, participou no 2º Festival Coral de Verão enquanto elemento do Coro infanto-Juvenil da Universidade de Lisboa e do grupo Musaico, ambos laureados com a medalha de ouro. O seu trabalho como solista tem início em 2007, na produção da Fundação Calouste Gulbenkian, Vamos fazer uma ópera (B. Briten). Em 2009, participa na peça de teatro Sonho de uma noite de verão, da responsabilidade do teatro Praga, com os Músicos do Tejo. Em 2011, é convidada para participar na Gala de Ópera da Orquestra Sinfónica Juvenil. Já em 2013 participa nos Dias da Música do CCB num recital, “O Impulso Romântico”. Também nesse ano integra o elenco da peça “O julgamento de Álvaro Cunhal” pela companhia de Teatro de Almada, numa digressão pelo país. Foi Laureada no Concurso de Canto do IGL (Lisboa, 2011) e no Concurso Nacional de Canto dos Conservatórios Nacionais (Braga 2012).

 

António Pedro Tripa Geraldo – Inicia os seus estudos musicais aos 12 anos com José Simões, em Mafra. Atualmente frequenta o Curso de Canto na Escola de Música do Conservatório Nacional na classe de Filomena Amaro, tendo iniciado os estudos na área do canto com Nuno Vilallonga. Participou nas Tenoríadas 2013 – Masterclass com o tenor Mário João Alves. É tenor titular da Orquestra Sinfónica de Jovens da Junta de Freguesia de Santo Isidoro, desde 2011, onde esporadicamente canta ao lado do barítono Tomás Vaz da Silva. Solista do Coro de Câmara da Universidade de Lisboa em 2013. Integrou o Coro Juvenil da Fundação Calouste Gulbenkian, na Basílica de Mafra. Entre outros, faz parte do Coro de Câmara de Lisboa, do Ensemble Peregrinação e do Coro de Câmara da Universidade de Lisboa.

Calebe Barros – Nascido no Brasil, estudou na Escola de Música do Conservatório Nacional sob orientação de José Manuel Araújo e António Wagner Diniz. Participou em produções da escola sob a direção de José Manuel Araújo (Dido and Aeneas – Purcell ), António Wagner Diniz (Bastien und Bastienne – Mozart), José Manuel Brandão (L’enfant et les sortilèges – Ravel) e Armando Vidal (A Vingança da Cigana – Leal Moreira). Participou também em masterclasses com o maestro João Paulo Santos e com a soprano inglesa Susan Waters. Participou também na Ópera Juvenil A Kate e o Skate, com libreto de Risoleta Pinto Pedro e música de Jorge Salgueiro, com a participação da Maestrina Inês Igrejas e com a encenação de Laureano Carreira.

Maestro Armando Vidal – Armando Vidal fez uma carreira de pianista colaborando com grandes nomes nacionais e internacionais do canto, sobretudo, mas não só, no campo da Ópera, já que foi Maestro durante largos anos no Teatro Nacional de S. Carlos.

Foi professor no Conservatório Nacional de Lisboa e na Escola Superior de Música de Lisboa. Gravou música para filmes de Manoel de Oliveira, vários CDs, programas para a Rádio e Televisão e realizou inúmeros concertos na Europa, África e Ásia.

Desde 1980 dirige orquestras em variados programas de Concerto, Oratória e Ópera dispensando apresentações.

Laureano Carreira – É diplomado pela École Pratique des Hautes Etucles, IV Section, Paris, e doutor em letras pela Universidade de Paris III, Sorbonne-Nouvelle. Fez Estudos Teatrais no Institut d’Etudes Théatrales, Universidade de Paris III e Estudos Cinematográficos na École Nationale Louis Lumière, Paris, curso de realização cinema e vídeo. Jornalista, professor, autor e encenador, Laureano Carreira trabalhou na Radio France Internacional e foi professor em várias universidades portugueses, a última das quais a Universidade de Évora, Departamento de Artes Cénicas, na Licenciatura em Teatrais, onde ministrou os ensinos, enquanto especialista, de História do Teatro Português, Teorias do Teatro, Produção, e Escrita Dramatúrgica. Desempenhou também numerosas funções administrativo-pedagógicas, tais como Diretor da Comissão de Curso de 1º Ciclo, membro da Direcção da Comissão de Curso do 2º Ciclo, Presidente do Departamento de Artes Cénicas, e Presidente da Proto-Área Departamental das Artes. Dedica-se atualmente em exclusivo à escrita dramática (ópera e teatro) e à criação de espetáculos no Teatro Ibérico, onde desempenha as funções de Diretor Artístico. Na sua actividade de docente foi levado ao longo dos tempos a pronunciar  conferências sobre o teatro português em diversos pontos de Portugal e da Europa, assim como a assinar numerosos artigos da sua especialidade. Foi igualmente membro de juris de provas académicas de 2º e 3º Ciclo, em Portugal e em França. É detentor do Prémio Nacional de Ensaio de Teatro / Ministério da Cultura, Lisboa, 1983, e do Grande Prémio de Teatro da Associação Portuguesa de Escritores / Ministério da Cultura, Lisboa, 1995.

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