O Basculho de Chaminé e A Saloia Enamorada

O Basculho de Chaminé e A Saloia Enamorada

O Teatro Ibérico, juntamente com toda a equipa que compõe este espectáculo, tem o prazer de apresentar a Ópera O Basculho da Chaminé, com partitura de Marcos Portugal e libreto de Guiseppe Maria Foppa e a Ópera A Saloia Enamorada, com partitura de Leal Moreira.Com o objetivo de dar destaque aos compositores portugueses, pretendemos apresentar duas comédias do repertório operático português. A estreia destas óperas terá lugar no dia 16 de Maio, às 21H00, prolongando-se pelos dias 17,18 às 17h00, 23 e 24 às 21h00 e 25 às 17h00.

A propósito das óperas

Há alguns anos, quando ainda professoro da Universidade de Évora, tentei montar, juntamente com o Maestro Max Rabinovitsj, então professor no Departamento de Música, A Vingança da Cigana, de Leal Moreira. Lamentavelmente, não nos foi possível reunir as condições para a criação desta ópera. No entanto ficou a descoberta da música de Leal Moreira, uma das grandes referências da música portuguesa do final do barroco. Quando assumi a direção artística deste teatro, A Vingança da Cigana tornou-se uma prioridade. E aqui foi brilhantemente cantada, de resto com alguns dos cantores que agora estão em cena. O nosso prazer na música deste compositor levou-nos à Saloia Enamorada, que no Teatro Ibérico se estreia agora. Quanto ao Basculho de Chaminé, deve-se a descoberta desta ópera ao Maestro e meu amigo Álvaro Cassuto, graças à edição em CD desta ópera, com o título de Lo Spazzacamino, com a Orchestre de Chambre de Milano Classique, em 2001. Tive mais tarde a oportunidade de colaborar com o Maestro Cassuto na edição do CD da ópera As Damas Trocadas, também de Marcos Portugal. Desde então, a música deste compositor tem sido uma companhia constante. Praticamente relegado para segundo plano durante décadas, Marcos Portugal é hoje objeto de uma redescoberta notável. Para isto muito tem contribuído o interesse de universitários, particularmente do Prof. Doutor David Cranmer, da Universidade Nova de Lisboa e membro do Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical (CESEM), da mesma universidade. Foi de resto sob a sua co-direção que Ricardo Bernardes apresentou na Universidade do Texas, USA, uma tese de Doutoramento sobre A Saloia Namorada, de Leal Moreira. E tem sido igualmente devido ao seu entusiasmo na valorização da música portuguesa antiga que alguns colóquios sobre Marcos Portugal foram organizados pelo mesmo Centro de Estudos, o que muito tem contribuído para o conhecimento deste imenso compositor português.

Permita-se-me por fim que apresente ao CESEM, com o qual o Teatro Ibérico tem um protocolo de colaboração, os nossos agradecimentos pelo apoio prestado à criação destas óperas.

Laureano Carreira

A Saloia Namorada ou O Remédio é Casar

Numa rua de Lisboa, com uma taverna e uma loja, Albina, a saloia enamorada, entra em cena a vender azeitonas. Está ansiosa pela confirmação do seu casamento com o músico militar espanhol, Alonso, assim como pelas atitudes soberbas da irmã deste, Rosália. Pretende serená-lo com uma modinha, mas não o encontrando, vai à sua procura no quartel. O taberneiro, Valério, chama Albina em vão e Rosália, sua prometida, fica com ciúmes dela, jurando vingança. Valério, assustado, pondera terminar o namoro. Alonso entra, tocando zabumba. Está radiante: conseguiu a licença para se casar com Albina e adora o país e a cidade da sua adoção. Albina recebe a boa notícia, ficando extática. Rosália encontra-se com ela e entram logo em conflito. Valério confessa ao futuro cunhado que quer acabar com Rosália. Alonso procura acalmá-lo, convidando-o a beber com os amigos. Entra Albina, que, tendo procurado Alonso por todo o lado, não fica nada contente quando este compara todas as mulheres com Rosália. A chegada desta reaviva a fricção com a saloia.

Alonso, o único a manter a sua serenidade, apazigua todos. O remédio é casar.

 

O Basculho de Chaminé

Entra Pieroto pela chaminé e encontra o traje do Barão de Monte Albore em cima da mesa e experimenta-o. O Barão depara-se com a roupa do limpa-chaminés e resolve disfarçar-se com ela. Durante várias cenas Pieroto não se atreve a falar com medo de ser descoberto e tenta fugir. No decorrer das cenas, Pieroto bebe o chocolate do Barão, não autoriza que Flora receba o dinheiro, que envia a um velho amigo empobrecido do Barão. Namorisca com Rosina, a nova criada dela, que lhe revela as intriguices de Fábio e recebe uma aliança. Parte Rosina com a chegada de Flora, que, por sua vez, declara o seu amor para o suposto Barão. Regressa o verdadeiro Barão, despe-se da roupa de Pieroto, exigindo a sua própria.

Pieroto, escondido abaixo de uma mesa, testemunha tudo o que se segue. O Barão pede as 200 peças e depois o seu chocolate. Fábio e Janino pensam que endoideceu. Voltam Rosina e, a seguir, Flora, cada uma para reclamar o marido. Janino, acreditando que o anterior silêncio do Barão se devia a uma dor de dentes, mandou vir o dentista, o Barão verdadeiro resiste ao tratamento do dentista e numa luta derruba a mesa onde Pieroto se encontra escondido. Fogem o dentista e Janino, enquanto Pieroto e o Barão se encontram face a face. Pieroto procura desesperadamente desculpar-se, explicando tudo o que se passou. O Barão perdoa-o. Este apercebeu-se de como todos à sua volta procuram manipulá-lo e combina com Pieroto continuar com a farsa, de maneira a apanhar todos em delito. No final, depois de mais confusão, tudo se descobre. O Barão aceita casar-se com Flora e oferece o dote para que Rosina possa casar-se com o seu próprio “Barão”, o limpa-chaminés Pieroto.

 

António Leal Moreira (Abrantes 1758-Lisboa 1819)

Marcos Portugal (Lisboa 1762-Rio de Janeiro 1830)

Tendo recebido a sua formação musical, desde os oito anos de idade, no Real Seminário da Patriarcal, António Leal Moreira começou a exercer atividades de ensino nesta mesma instituição a partir de 1775, inicialmente sem remuneração. Avançando aos poucos na sua carreira de docente, em 1787 foi nomeado Mestre, recebendo, a partir de 1792, todas as regalias deste cargo. Ao mesmo tempo, em 1777, compôs a Missa para a Aclamação da rainha D. Maria I, tendo sido admitido à Irmandade de Santa Cecília a 8 de agosto do mesmo ano. A sua atividade como autor de música dramática começa com a série de serenatas que compôs para os teatros reais entre 1782 e 1788, assim como a oratória Ester (1786) e um número reduzido de obras ocasionais breves. Entre 1790 e 1792 foi diretor musical da companhia italiana do Teatro da Rua dos Condes, onde dirigiu várias burletas (óperas cómicas em dois atos). Manteve o mesmo cargo no Real Teatro de S. Carlos, desde a sua inauguração a 30 de junho de 1793. Nos anos que aí trabalhou compôs as duas farsas A saloia namorada (1793) e A vingança da cigana (1794), para além do drama alegórico L’eroina lusitana (1795) e números soltos para inserção nas óperas de outros compositores que dirigiu. Com o colapso da empresa, no Carnaval de 1799, Leal Moreira não renovou o seu contrato com o Teatro, dedicando-se ao longo do resto da sua vida ao ensino, no Real Seminário, e à composição de algumas obras de música sacra.

A carreira do seu cunhado, Marcos Portugal, quatro anos mais novo que ele, corre sempre em paralelo, ou numa espécie de espelho. Foi admitido ao Real Seminário da Patriarcal em 1771, tendo chegado à atenção da Família Real, mais especificamente à do Infante D. João (futuro Príncipe Regente e rei D. João VI), em 1782, com a sua Missa para a Festa de Santa Bárbara. Admitido na Irmandade de Santa Cecília no ano seguinte, a 23 de julho, foi provavelmente em 1784 que assumiu o cargo de diretor musical do Teatro do Salitre, onde compôs música para entremezes, comédias, obras ocasionais, e três burletas, sempre em língua portuguesa, estas últimas precisamente nos anos 1790 e 91, nos anos em que Leal Moreira dirigia a companhia italiana, no teatro rival da Rua dos Condes. Em setembro de 1792 viajou para Itália, onde se tornou rapidamente um compositor destacado de ópera italiana, devido ao grande sucesso de Le confusioni della somiglianza (Florença, 1793) e do duplo cartaz de Rinaldo d’Aste e Lo spazzacamino principe (Veneza, 1794). Numa estada de vários meses em Lisboa, entre 1794 e 95, adaptou os dois últimos para o Teatro da Rua dos Condes. De volta em Itália foi muito procurado, tendo conseguido êxitos signi) cativos com, entre outras óperas, La donna di genio volubile (Veneza, 1796), Il ritorno di Serse (Florença, 1797), Le donne cambiate (Veneza, 1797) e Fernando nel Messico (Veneza, 1798). Regressando a Lisboa definitivamente no verão de 1800, foi nomeado logo Mestre de Solfa da sua alma mater e diretor musical do Real Teatro de S. Carlos, cargo que manteve até ao entrudo de 1807. Entre os seus grandes sucessos operáticos destes anos estão La morte di

Semiramide (1801), composta para Angelica Catalani, L’oro non compra amore (1804), para Elisabetta Ga_ orini e Artaserse para Marianna Sessi (1807). A partir de 1807 Marcos Portugal dedicou-se sobretudo à composição de música sacra e ao ensino de Suas Altezas Reais, os ) lhos de D. João e da princesa, depois rainha, Carlota Joaquina. Na sequência da invasão francesa, em novembro de 1807, e da transferência da capital portuguesa para o Rio de Janeiro, o compositor foi chamado para o Brasil. Viajou em 1811, permanecendo neste país até à sua morte.

 

A Saloia Namorada e O Basculho de Chaminé na tradição de entremezes ou farsas portuguesas

O entremez foi um género teatral, em um ato, popular na península ibérica ao longo dos séculos XVII e XVIII. Inseriam-se nos intervalos entre os três atos das comédias. Na tradição espanhola, o primeiro era sem música, terminando à bulha; o segundo tinha música, terminando tipicamente com danças. Nas palavras de Manuel Coelho Rebelo, no entremés Del ahorcado fingido, que integra a Musa entretida de vários entremeses, uma coletânea de entremezes, maioritariamente em língua castelhana, editada em Coimbra, em 1658, e em Lisboa, em 1695: Ô sea en baile, ô pancadas, Todo el entremes se acaba. No século XVII e primeira metade do século XVIII são poucas as edições impressas deste repertório, mas a partir dos últimos anos da década de 1760 houve uma enchente repentina de edições baratas de entremezes, no formato de folhetos “de cordel”, quase sempre de 16 páginas. Embora tenha sobrevivido pouca música correspondente, estes textos ajudam bastante a esclarecer a quantidade de música nestas peças, os géneros musicais usados e o seu papel no tecido dramático. No caso dos entremezes com música, o elemento musical muitas vezes não era muito grande: tipicamente entre um e três ou quatro números, raramente com seis ou mais. Até ao final do século XVII a música seguia moldes tipicamente espanhóis, tais como canções com estribilho e coplas (refrão e estrofes), romances e danças da época (pavana, galharda, chacona, folia). Aos poucos durante o século XVIII estes géneros foram substituídos por árias (inicialmente com a forma da capo, ou seja, ABA, mais tarde com formas mais livres), minuetes, gavotas e contradanças. O entremez procurava retratar, embora de uma forma bastante estereotipada, a vida quotidiana, quer dentro da casa (especialmente da burguesia), quer nas ruas (sobretudo com personagens das classes mais baixas, como marujos, regateiras e floreiras, e negros). As vendedoras (sempre mulheres) são muitas vezes caracterizadas por “árias de pregão”, em que chamam os fregueses a comprar o que tinham. Os negros, por sua vez, falam e cantam num crioulo, nem sempre fácil de perceber. Por volta de 1780 aparecem nos entremezes as primeiras canções de salão: modinhas, lunduns e seguidilhas (estas últimas, em língua castelhana). Embora a tradição de que Domingos Caldas Barbosa (1738-1800) tenha introduzido a modinha do Brasil em Portugal não tenha confirmação concreta, apoiam esta hipótese os primeiros exemplos encontrados no teatro português cuja autoria se pode identificar.

Nas décadas de 1780 a 1800, o termo entremez veio a ser substituído por farsa, sem qualquer alteração no sentido, embora possa ter refletido o facto de os entremezes/farsas terem sido representados não só nos intervalos da peça principal, mas, em alternativa, no fim do espetáculo. Foi também por essa altura, na década de 1790, que surge em Veneza a farsa italiana, uma espécie de burleta em um só ato. A 9 de dezembro de 1793, para a noite de benefício dos dois “prime donne”, Domenico Caporalini (prima donna bu a assoluta) e Michele Cavana (prima donna seria), ambos castrados, foi encomendada uma «pequena farsa dramatica» em um ato intitulada A saloia namorada, com texto de Domingos Caldas Barbosa e música de António Leal Moreira. Em termos do título e, de muitos pontos de vista, do tratamento musico-dramático, esta obra encaixa-se mais na tradição de entremezes portugueses do que na da farsa italiana. Destaca-se, neste sentido, a primeira cena, em que a saloia entra com uma ária de pregão, a procurar vender azeitonas, terminando com a citação de “O remédio dos meus males”, uma das modinhas mais famosas com texto de Caldas Barbosa (e conhecido no teatro português já em finais da década de 1770). No entanto, em termos da sua versificação, A saloia namorada inclina-se mais para o modelo italiano, pois os “diálogos” são compostos em versos heroicos e heroicos quebrados. De facto, como confirma a partitura (na Library of Congress, em Washington), tal como nas óperas italianas (e diferente da tradição portuguesa), os diálogos não são declamados mas, pelo contrário, cantados em recitativo secco. Segue igualmente a tradição italiana o final: uma sequência de secções com andamentos diferentes que conduzem a um clímax – bem diferente do final português desta época, invariavelmente num único andamento constituído por um coro final simples. Para o evento equivalente do ano seguinte, o benefício de Caporalini a 22 de dezembro de 1794, a mesma equipa Barbosa-Moreira apresentou uma obra bastante mais radical na sua conceção: A vingança da cigana. Neste caso os modelos portugueses são muito mais evidentes. Em primeiro lugar, os nomes das personagens estão claramente radicados na tradição de entremezes portuguesa. Também é abandonado o uso de recitativo secco a favor de diálogo declamado, como em todos os géneros de teatro português neste período. Musicalmente encontra-se uma mistura de números mais elaborados no estilo italiano e outras mais simples, como na tradição portuguesa. Por exemplo, mais uma vez o final é constituído por uma série de secções contrastantes, mas uma destas secções é uma modinha com acompanhamento de guitarra.

É à luz destes desenvolvimentos, em 1793 e 1794, que devemos avaliar o contributo de Marcos Portugal. A 4 de janeiro de 1794, no Teatro San Moisè, em Veneza, estreou-se deste um duplo cartaz de farse: Rinaldo d’Aste e Lo spazzacamino príncipe. Como já foi referido, a farsa italiana era um género ainda novo que surgira poucos anos antes em Veneza, associada especialmente ao Teatro San Moisè. Eram essencialmente dramme giocosi, ou sejam, óperas cómicas em 2 ou 3 atos, “económicos”: reduzidos para apenas um ato (com um ensemble no meio para substituir o “final do primeiro ato”), para um número reduzido de personagens (tipicamente seis) e com um mínimo de cenários e adereços. O duplo cartaz em questão teve o efeito de lançar a carreira de Marcos Portugal em Veneza, tendo sido Lo spazzacamino príncipe, em especial, um dos seus grandes sucessos a nível internacional.

Segundo a sua Relação autógrafa, Marcos preparou novas versões destas duas farse, em tradução portuguesa, destinadas a representação em Lisboa, no Teatro da Rua dos Condes. São conservados o libreto desta produção de Rinaldo d’Aste, datado de Carnaval de 1795, e a partitura de Lo spazzacamino principe, com o título em português de O Basculho. A comparação das partituras de Lo spazzacamino / O Basculho revela alterações significativas mas não substanciais. A abertura, introduzione inicial e finale mantêm-se embora de uma forma mais concisa. Dois números são cortados e um substituído. A extensão das vozes femininas é muito mais reduzida, refletindo a realidade de estes papéis terem sido cantados por homens falsetistas e não por mulheres, devido à proibição de mulheres nos palcos lisboetas, ainda em vigor. Tal como em A vingança da cigana os recitativos são substituídos por diálogos declamados, sendo esta a principal concessão a tradições portuguesas. Para compensar a supressão da ária de D. Flora, na edição de O basculho de chaminé usada na presente produção, foi introduzida para esta personagem a ária “É coisa mui gostosa um pouco amor fazer”, originalmente da farsa Quem busca lã ) ca tosquiado (1802), também da autoria de Marcos Portugal.

(Textos de Prof. David Cranmer)


Elenco

Calebe Barros (barítono) – Nascido no Brasil, estudou na Escola de Música do Conservatório Nacional sob orientação de José Manuel Araújo e António Wagner Diniz. Participou em produções da escola sob a direção de José Manuel Araújo (Dido and Aeneas – Purcell ), António Wagner Diniz (Bastien und Bastienne – Mozart), José Manuel Brandão (L’enfant et les sortilèges – Ravel). Participou também em masterclasses com o maestro João Paulo Santos e com a soprano inglesa Susan Waters. No Teatro Ibérico interpretou os papéis de Tarelo (A Vingança da Cigana – António Leal Moreira) e Colas (Bastien und Bastienne – Mozart) dirigido pelo Maestro Armando Vidal.

 

Carla Simões (soprano) – Terminou o curso de Canto da EMCN com vinte valores e, desde essa altura, tem desenvolvido uma intensa carreira como solista interpretando diversos papéis do repertório operático, do Barroco ao contemporâneo, como: Zerlina, Pamina, Donna Anna e Fiordiligi (Mozart), Norina e Rita (Donizzeti), Clarice (Avondano), Condessa Ernesta (Marcos Portugal) e Pepa (Leal Moreira), Pallade e Paris (Glück), Nora (V. Williams) ou Voz da Lua (Vasco Martins), entre muitos outros. Do seu repertório de Oratória destacam-se a estreia moderna de «Hymno Lusitano», de J. D. Bomtempo, «Ode para o Dia de Sta. Cecília», de Handel, e o «Requiem» de G. Verdi. Incarnou também Johanna, no «Sweeney Todd» de S. Sondheim e Egg-Whisk na fantasia musical «Evil Ma- chines» de Luis Tinoco e Terry Jones. Recebeu o 2º Prémio Voz Feminina no Concurso Nacional de Canto Luiza Todi, em 2011, e é presença assídua nos palcos nacionais, como o TNSC, TMSL, TNSJ, CCB, etc. É licenciada em Direito pela FDL.

Carlos Monteiro (tenor/ator) – Iniciou os estudos musicais no Conservatório Regional de Setúbal, tendo estudado piano com António Toscano e técnica vocal com Sílvia Martinho. Simultaneamente licenciou-se em Ciências Farmacêuticas na Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa. Fez o curso de canto na EMCN, na classe de Rute Dutra. Atualmente é aluno da licenciatura em canto na ESML, na classe de Luís Madureira. Participou em diversos recitais produzidos pela EMCN e regularmente em workshops de interpretação ministrados pelo maestro João Paulo Santos. Paralelamente trabalha e desenvolve a sua técnica vocal e de interpretação. Apresentou-se como solista em várias produções, colaborando com algumas entidades de renome como o TNSC. Participou em várias gravações em CD – coleções Compositores Portugueses XX/XXI e Fernando Lopes-Graça – obra coral a capela, da Associação Musical Lisboa Cantat, e em DVD – Os seis órgãos da Basílica de Mafra, edições RTP. Cantou recentemente o papel de Peppe, na ópera Rita ou le mari battu, de Donizetti, no Teatro Ibérico.

Diogo Oliveira (barítono) – Frequentou o curso de Canto da Escola de Música do Conservatório Nacional na classe de José Carlos Xavier. Em 2005 foi vencedor do primeiro prémio do Concurso Nacional de Canto Luísa Todi. Desempenhou Phantom em Das Phantom der Oper (O Fantasma da Ópera) em digressão por toda a Alemanha. Em 2005 foi vencedor do primeiro prémio do Concurso Nacional de Canto Luísa Todi. Trabalhou em salas como a Fundação Calouste Gulbenkian, Teatro Nacional de São Carlos, Teatro Real e Teatro del Canal em Madrid e CCB, entre outras. Desempenhou recentemente o papel de Fallito em L’opera Séria (Florian Gassman), com a New European Opera em França, no festival “Printemps des Arts”.

Maria João Sousa (soprano) – Iniciou os estudos músicais aos 5 anos na FMAC, onde estudou violino e onde, aos 18 anos, começou a estudar canto com Liliana Bizineche. É licenciada em Canto pela Academia Nacional Superior de Orquestra e em Ciências Musicais pela F.C.S.H., da Universidade Nova de Lisboa. Participou em alguns concursos, destacando-se o 2º lugar obtido no Concurso “Prémio José Augusto Alegria”, organizado pelo Eborae Musica (Évora). Tem-se apresentado como cantora de recital em todo o país, participando em inúmeros Festivais de Música com diversos artistas e ensembles. Como cantora de ópera, a estreia aconteceu em 2004 na ópera La Serva Padrona de Pergolesi. Em 2008 estreia-se no TNSC, onde interpreta vários papéis importantes. Na Temporada 2010/2011 fez trabalho de cover na ópera Banksters, em estreia absoluta, de Nuno Côrte-Real e encenação de João Botelho. Integra as temporadas do Palácio Fronteira desde 2009. Atualmente leciona canto e coro na Academia de Amadores de Música em Lisboa desde 2006 e na Associação Cantar Nosso – Conservatório Golegã desde 2008.

Ricardo Prata (barítono/ator) – Iniciou o seu percurso nas artes com o musical Honk, onde interpretou a personagem principal, o patinho feio, com uma companhia amadora inglesa em Portimão. Decidiu então aprofundar os seus conhecimentos e por isso inscreveu-se no curso de teatro e no curso de canto do conservatório. Encontra-se neste momento, na reta final do curso de artes do espetáculo. Continua a ter aulas particulares com a cantora e professora Carla Simões. No conservatório teve como professor o cantor Nuno Vilallonga. Representou em peças como Antígona de Sófocles (no papel de coro) e Desconfiança de Brecht (como pai). Neste momento tem mais dois projetos em mãos sendo um deles o musical Rent e o outro O Dia Seguinte de Luis Francisco Rebelo.

 

Maestro Armando Vidal – Armando Vidal fez uma carreira de pianista colaborando com grandes nomes nacionais e internacionais do canto, sobretudo, mas não só, no campo da Ópera, já que foi Maestro durante largos anos no Teatro Nacional de S. Carlos. Foi professor no Conservatório Nacional de Lisboa e na Escola Superior de Música de Lisboa. Gravou música para filmes de Manoel de Oliveira, vários CDs, programas para a Rádio e Televisão e realizou inúmeros concertos na Europa, África e Ásia. Desde 1980 dirige orquestras em variados programas de Concerto, Oratória e Ópera dispensando apresentações.

Laureano Carreira – É diplomado pela École Pratique des Hautes Études, IV Section, Paris, e doutor em letras pela Universidade de Paris III, Sorbonne-Nouvelle. Fez Estudos Teatrais no Institut d’Etudes = éatrales, Universidade de Paris III e Estudos Cinematográficos na École Nationale Louis Lumière, Paris, curso de realização cinema e vídeo. Jornalista, professor, autor e encenador, Laureano Carreira trabalhou na Radio France Internacional e foi professor em várias universidades portugueses, a última das quais a Universidade de Évora, Departamento de Artes Cénicas, na Licenciatura em Teatrais, onde ministrou os ensinos, enquanto especialista, de História do Teatro Português, Teorias do Teatro, Produção, e Escrita Dramatúrgica. Desempenhou também numerosas funções administrativo-pedagógicas, tais como Diretor da Comissão de Curso de 1º Ciclo, membro da Direção da Comissão de Curso do 2º Ciclo, Presidente do Departamento de Artes Cénicas, e Presidente da Proto-Área Departamental das Artes. Dedica-se atualmente em exclusivo à escrita dramática (ópera e teatro) e à criação de espetáculos no Teatro Ibérico, onde desempenha as funções de Diretor Artístico. Na sua atividade de docente foi levado ao longo dos tempos a pronunciar conferências sobre o teatro português em diversos pontos de Portugal e da Europa, assim como a assinar numerosos artigos da sua especialidade. Foi igualmente membro de júris de provas académicas de 2º e 3º Ciclo, em Portugal e em França. É detentor do Prémio Nacional de Ensaio de Teatro / Ministério da Cultura, Lisboa, 1983, e do Grande Prémio de Teatro da Associação Portuguesa de Escritores / Ministério da Cultura, Lisboa, 1995.

Personagens:


A Saloia Namorada

Albina – Carla Simões

Rosália – Maria João Sousa

Alonso – Diogo Oliveira

Valério – Calebe Barros

 

Basculho de Chaminé

Pieroto (Basculho) – Diogo Oliveira

Barão – Calebe Barros

D. Flora – Maria João Sousa

Rosina – Carla Simões

D. Fábio – Carlos Monteiro

Janino – Ricardo Prata

Direção Musical e Piano – Armando Vidal

Encenação – Laureano Carreira

Preços:

Individual – 12.50€

Casal – 20€

Estudantes – 5€

Crianças – 5€

Maiores de 65 anos – 7,50€

Grupos (+ de 5 pessoas) – 7,50€

Grupos 3 pessoas – 10€

Contatos para reserva:

Teatro Ibérico

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http://teatroiberico.org

bilheteira@teatroiberico.org

Tlf: 218 682 531

Tlm: 927510092