Romeu e Julieta

Romeu e Julieta

24, 25, 26 e 27 de Janeiro

21h30

10€ (com descontos 5€ estudantes, profissionais do espectáculo, maiores de 65)

Romeu e Julieta!
O amor é uma tragédia. O amor é uma comédia. O amor é uma doença que nos enche o corpo de febres delirantes. O amor é um ser estranho. Não se podem fazer planos com o amor. O amor é uma coisa para crianças, jovens mal educados e com borbulhas. O amor devia fazer parte da nossa vida todos os dias. Mas a ansiedade e o movimento inconstante vão expulsando o amor das nossas vidas sem que nos demos conta disso. O amor é uma forma de poder, uma forma de viver e de ver o mundo. Viver com amor, saber dar e receber amor é um tema tão profundo e intuitivamente tão reconhecido que se evita falar dele ou que leva a que se fale dele por tudo e por nada. O amor tem os seus lugares próprios, os seus rituais, as suas falhas e as suas manhas. Os territórios do amor continuam, no entanto, a ser estranhos, febris, insondáveis, perigosos e atrativos. Romeu e Julieta são duas vítimas, quase inexplicáveis, de um grande amor. Para eles tudo se conjugou em contrariedade, como se não existisse lugar para o seu amor no mundo em que viviam. É uma estranha metáfora, esta, de não existir lugar para o amor no mundo, e de todas as forças se conjugarem para de forma consciente e, também inconsciente, para a sua limitação. Romeu e Julieta tiveram uma noite de amor tão extraordinária, que lhes custou a vida. A ansiedade de perder o que se tem, acabou por ser o que os conduziu à tragédia. Há, no entanto, um sentimento de libertação neste gesto, nestas mortes, que é no fundo o que o amor nos traz. A capacidade de nos libertarmos e de transitarmos para outros estágios da nossa vida. O amor transforma-nos e deixa no passado uma estátua de ferro a arder, uma marca funda e lança-nos no futuro completamente despidos, nús e prontos para quase tudo.

Romeu & Julieta de W. Shakespeare, inscreve-se na investigação e criação da Companhia no universo dos clássicos europeus. Esse trabalho passa pelo estudo, tradução, adaptação dos conceitos às linguagens performativas contemporâneas. Importa-nos, deste modo, refletir sobre a Europa e as formas e modelos de vida que surgiram ao longo da sua história. Olhando para o passado e para os outros, torna-nos mais capazes de olhar para nós mesmos, enriquecendo a experiência do existir.

A re-descoberta de um texto clássico é uma viagem no tempo, à cultura e às ideias que gerou. É um mistério vivo, onde se podem procurar pistas para o jogo de forças do mundo atual, justificando novas abordagens. A permanência de ideias acerca dos textos clássicos que se lhes sobrepõem, coladas como filtros, que dificultam a sua releitura, são próprias de cada época e cultura. Ao consciencializar esses factos, descobrimos o que em nós existe enquanto parte de um tempo e de uma cultura própria, investindo na sua desmistificação. Interrogando-nos sobre a cultura e os hábitos aos quais estamos ligados de forma subtil e quase invisível abrimo-nos ao exterior e ao mundo. Deste modo, estas obras, são propostas criativas, que pela sua simplicidade e atualidade, reacendem a curiosidade e a capacidade de rever à luz de uma obra de arte, a sociedade e a cultura portuguesa enquanto parte de um mundo aberto.

Texto | William Shakespeare
Direcção | João Garcia Miguel
Intérpretes | David Pereira Bastos e Sara Ribeiro
Music | Músico a Definir
Figurinos | Steve Denton
Direcção de Produção| Raquel Matos
Direcção Técnica e Desenho de Luz | Luís Bombico
Som | Manuel Chambel
Co – Dramaturgia | Teresa Fradique
Cenografia | Mantos


Uma produção Cia Jgm, Unipessoal Lda.
Co produçao Teatro Cine de Torres Vedras

M12

Reservas:

bilheteira@teatroiberico.org

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Tlf: 218682531

Tlm: 927510092