Skies

Skies

Skies

2, 3, 4 e 5 de Novembro às 21h30

M/12

10€ (com descontos 5€ estudantes, profissionais do espectáculo, desempregados/reformados)

Arrebatados pelas bacantes acabámos também arrebatados pelo feminino e pelas suas manifestações de morte e renascimento. Para Lara Guidetti, João Garcia Miguel criou um solo sobre a morte e o renascimento da Deusa que mora em cada ser vivo. Uma abordagem às Bacantes sobre o ponto de vista de quem dança. A Deusa que pode inspirar libertar e despertar nos homens e nas mulheres, aqui se move e manifesta entre quatro paisagens: Mulher, água, pássaro e céu. Lara Guidetti dança a metamorfose da Deusa presente, o corpo de uma bailarina que nos permite aceder ao símbolo, ao profundo transformador. Abordamos o indecifrável presente no texto através de metáforas que o corpo arquitecta. O corpo é um Deus de muitas faces, tem atributos e possibilidades narrativas excêntricas. O corpo detém uma singularidade narrativa que se conecta directamente com o osso, o músculo, a pulsão. Obriga a uma arquitectura da realidade que a excede e contrasta.

O centro do texto de Eurípides é o interdito do corpo e os seus ilimitados poderes de transpor o espaço e accionar fogueiras. É sobre o poder incendiário do corpo e a clareza do olhar que o sustenta que se fundará a investigação deste processo criativo. Tornar o corpo texto e dá-lo a ler a outros corpos.

 

Bacantes de Eurípides
Quando será que dançarei toda a noite de pés descalços, arrebatado, lançando para trás os seios, para o ar orvalhado, como um gamo que brinca na verde alegria do prado, após ter escapado à caçada perigosa, liberto do aperto mortal, cortadas as bem tecidas redes, quando o caçador, com seus gritos, acelera o passo dos cães de guarda?

 

Das Bacantes ao corpo que dança
Vamos abordar o texto sobre o ponto de vista de quem dança. Com o corpo de uma bailarina que nos permite aceder ao símbolo, ao profundo transformador. Este projecto radica na linha do que temos feito com alguns textos clássicos como foi com As Barcas de Gil Vicente. Ali procurámos abordar o enigmático e indecifrável de um texto que se mantém vivo através de metáforas que o corpo arquitecta. O corpo tem atributos e possibilidades narrativas excêntricas. Detém uma singularidade narrativa que se conecta directamente com o osso, o músculo, a pulsão. Obriga a uma arquitectura da realidade que a excede e contrasta. O centro do texto de Eurípides é o interdito do corpo e os seus ilimitados poderes de transpor o espaço e accionar fogueiras. É sobre o poder incendiário do corpo e a clareza do olhar que o sustenta que se fundará a investigação deste processo criativo. Tornar o corpo texto e dá-lo a ler a outros corpos.

  

Ficha Técnica e Artística

A partir do texto original As Bacantes de Eurípides

Encenação e Escrita: João Garcia Miguel
Coreografia e Interpretação: Lara Guidetti

Música Original: Sara Ribeiro

Cenografia: João Garcia Miguel

Apoio à Cenografia: Rita Prata

Figurinos: Lidija Kolovrat
Direção Técnica e Desenho de Luz: Luís Bombico a partir de uma ideia de João Garcia Miguel
Direção de Som: Manuel Chambel
Produção Italiana: Fabio Ferreti
Produção Executiva: Raquel Matos

Comunicação: Alcina Monteiro e Sara Ribeiro

Co Produção: Sanpapeié, Teatro-Cine de Torres Vedras, Teatro Ibérico, Centro Cultural Vila Flor, Centro Cultural de Ílhavo, Teatro Eduardo Brazão, Rui Viola Produções, Teatro Oficina Guimarães, C.M. Torres Vedras, C.M. Lisboa, I.E.F.P. e Junta de Freguesia do Beato

A Cia JGM é uma estrutura financiada pelo Governo de Portugal, Secretário de Estado da Cultura e Direcção Geral das Artes

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